A Orquestra Jovem Afegã nasce de uma história de coragem, resistência e esperança. Formada por estudantes do Afghanistan National Institute of Music (ANIM), fundado e dirigido pelo musicólogo Ahmad Sarmast, a orquestra emergiu num contexto extremamente adverso, marcado pela proibição da música no Afeganistão e pela necessidade de fuga forçada de alunos e professores para preservar a sua liberdade, a sua educação e a sua arte.
Reconhecida internacionalmente pelo seu impacto cultural e humano, inclusive galardoada com o Prémio Nobel da Música em 2018, a Orquestra Jovem Afegã e o ANIM já atuaram em alguns dos mais prestigiados palcos do mundo, como o Carnegie Hall, em Nova Iorque, e o Kennedy Center, em Washington, levando ao público uma mensagem poderosa de paz, direitos humanos e dignidade. Desde a sua chegada a Portugal, o projeto encontrou um novo espaço para continuar a sua missão educativa e artística.
A visita à nossa escola, insere-se no contexto da Cidadania e Direitos Humanos, tema central do nosso agrupamento, e inspira-se no lema de Malala Yousafzai: “Uma criança, um professor, um livro e um lápis podem mudar o mundo.” Tal como Malala defende a educação como direito universal, também o ANIM demonstra como a educação e a música, enquanto linguagem universal, podem ser instrumentos de intervenção social, promovendo a interculturalidade, a integração e a aceitação da diferença.
Com esta conversa, Zhora, Farida e Ahmadi, mostraram-nos que a arte pode ser um ato de resistência e que a defesa dos direitos humanos passa também pela escuta, pelo diálogo e pelo reconhecimento do outro.
Dia 07 janeiro de 2026













